segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Corrosão

Manet: Gare St.
Lazare, 1873
Busco sentido no vão de palavras mortas
Aprisiono-me no vão de tuas grades tortas

Estou entregue aos teus caprichos esquecidos
em palavras doces de afago
Não ditas mais

Encontro-me presa
Encontro-me do outro lado da vida

Vejo tudo diante de mim:
Vejo a vida que passa ligeira
Vejo o tempo desperdiçado,
as palavras poucas,
muitas
mudas.

A falta delas
E falta que me faz ouví-las

E num sussuro brando
Assopro meu resto de tempo
Cuspo meus restos de sonho na grade:
Vejo então a corrosão

Liberta novamente!
Faço isso tudo,
tudinho...

sem pressa
sem culpa
sem peso...


diariamente.

Carolina Morais

4 comentários:

Saulo Taveira disse...

Liberdade de ser.

Seja.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

aiaiaia Carol...não te levo à sério não.

Vc pode ser tantas, muitas e ao mesmo tempo.

Então, assim, me reconheço em vc, de um jeito ou de outro.

Isso, bem, isso me faz querer estar perto de vc. Fico perto de mim, nesse espelhar de esguelha.
aiaiaia Carol...

Jorge Manuel Brasil Mesquita disse...

A luta é o sumário da vida.
Jorge Manuel Brasil Mesquita
Lisboa, 29/09/2010

Bráulio Vinícius Ferreira disse...

Oi Carol.
Seu blog é muito bacana.
Lindas poesias.
Obrigado pela visita e por seguir o
www.blogdobraulio.blogspot.com
Abraço.